FREDERICO MORIARTY – Quarta feira, 19 de novembro de 1969. Eu estava prestes a completar 2 anos de idade. O Jornal Nacional noticiava a segunda viagem do homem à Lua. Mas nada superava a ansiedade em assistir o jogo pelo Roberto Gomes Pedrosa, o Brasileirão dos anos 60. De um lado do Maracanã, o Vasco da Gama. Doutro, o imortal Santos Futebol Clube. Em campo, o sobrenatural rei do futebol. Aos 33 minutos do segundo tempo, sob protestos de 1 milhão de esmeraldinos, o árbitro marca pênalti para o alvinegro praiano. O tempo retrocedeu. À beira do gol mil (Foto: jornal O Estado de S. Paulo) Num recôndito tricordiano qualquer, cercado de cachorros do mato e gatos arredios, há 80 anos, dona Celeste gritava de dor. Chovia pedregulhos naquele dia, o céu estava tempestuoso. Dondinho chutava fantasmas invisíveis pela sala, desesperado. Era tarde, a parteira suava de cansaço. Veio um raio, daqueles fortes, de partir carvalho ao meio. Logo depois o estrondo. Nesta hora, tudo acalmou, as nuven...
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